Para vender online como MEI, a atividade é a de comerciante varejista, e o CNAE mais usado por quem vende produtos variados é o 4789-0/99 (Comércio varejista de outros produtos não especificados anteriormente). Se você vende um segmento específico, como roupas, cosméticos ou calçados, existe um código próprio, e a gente lista os principais mais abaixo.
O MEI (Microempreendedor Individual) é o jeito mais simples e barato de ter um CNPJ no Brasil. Ele permite emitir nota fiscal, abrir conta PJ e vender com segurança, mas tem regras: um limite de faturamento, um imposto mensal fixo e uma lista de atividades permitidas. Ele não serve para todo tipo de negócio nem para qualquer volume de venda, e é isso que vamos esclarecer aqui.
Só para você ter ideia do tamanho do movimento: o Brasil bateu recorde de abertura de pequenos negócios em 2025, com mais de 4,6 milhões de novas empresas, segundo o Sebrae. Escolher a atividade certa desde o começo evita retrabalho e dor de cabeça com a Receita.
O que é o MEI e por que a atividade certa importa
O MEI é uma categoria empresarial criada para formalizar autônomos e pequenos empreendedores com tributação simplificada. Na prática, você paga um valor fixo por mês e, em troca, tem CNPJ, pode emitir nota fiscal e passa a contar com benefícios do INSS, como aposentadoria e auxílio-doença.
A atividade que você escolhe (a ocupação, ligada a um CNAE) define o que seu negócio pode vender, quais notas pode emitir e se está dentro da lista permitida para o MEI. Acertar isso desde o início dá acesso à emissão de notas, abertura de conta PJ e mais credibilidade com fornecedores e marketplaces.
Qual atividade colocar no MEI para vendas online
Quem vende pela internet se enquadra como comerciante varejista, mesmo atuando só online. Não existe um CNAE chamado “e-commerce”: você escolhe o código pelo tipo de produto que vende, e a venda pela internet é apenas o canal.
Para quem vende produtos variados, o código mais usado é o 4789-0/99, Comércio varejista de outros produtos não especificados anteriormente, conforme a classificação oficial do IBGE/CONCLA. Ele é permitido no MEI e funciona como um guarda-chuva para lojas com mix de produtos.
CNAE 4789-0/99: o código mais usado por lojas virtuais
O 4789-0/99 é a opção certa para quem vende um pouco de tudo e ainda está testando nichos. Ele dá flexibilidade para variar o mix sem precisar trocar de atividade a cada nova linha de produto.
Pontos práticos desse CNAE:
- É permitido no MEI e entra no Anexo I do Simples Nacional (comércio);
- Permite emitir nota fiscal dos produtos vendidos;
- Por ser comércio, costuma exigir Inscrição Estadual (confirme as regras do seu estado);
- Cobre uma variedade ampla de itens. Para conferir a descrição oficial, consulte a página da subclasse no IBGE.
CNAE do MEI por tipo de produto
Se a sua loja já tem um foco claro, um CNAE específico traz mais clareza fiscal. Veja os mais comuns para e-commerce, todos permitidos no MEI:
| Você vende | CNAE | Descrição oficial |
|---|---|---|
| Produtos variados | 4789-0/99 | Comércio varejista de outros produtos não especificados anteriormente |
| Roupas e acessórios | 4781-4/00 | Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios |
| Cosméticos e perfumaria | 4772-5/00 | Comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal |
| Calçados | 4782-2/01 | Comércio varejista de calçados |
| Bijuterias e artesanato | 4789-0/01 | Comércio varejista de suvenires, bijuterias e artesanatos |
| Produtos para pet | 4789-0/04 | Comércio varejista de animais vivos e de artigos e alimentos para animais de estimação |
Você pode registrar uma ocupação principal e incluir outras secundárias, o que é útil para quem vende em mais de um segmento. Sempre confirme a ocupação exata no Portal do Empreendedor, porque é lá que a lista oficial de atividades do MEI fica disponível.
Como escolher o CNAE certo para o seu negócio
O código precisa refletir o que você vende hoje e ainda acompanhar seus planos. Para decidir, considere:
- O que você vende agora: se a operação já tem um foco, um CNAE específico traz clareza contábil;
- Possibilidade de expandir: se ainda está testando nichos, o 4789-0/99 (produtos variados) evita ter que mudar de atividade toda hora;
- Planejamento de longo prazo: escolha um código alinhado aonde você quer chegar;
- Fontes oficiais: confirme no Portal do Empreendedor e, na dúvida, fale com um contador.
Quanto custa e qual o limite do MEI em 2026
Ser MEI custa um valor fixo por mês, o DAS, que reúne o INSS e o imposto da atividade. Os números de 2026:
- Limite de faturamento: R$81.000 por ano, o equivalente a uma média de R$6.750 por mês (o controle é anual, não mensal);
- DAS do comércio: cerca de R$82 por mês em 2026 (R$82,05), já que o valor é reajustado conforme o salário mínimo. O vencimento é todo dia 20;
- Funcionários: o MEI pode ter no máximo 1 empregado;
- Compras: as compras de mercadoria não devem passar de 80% do faturamento, para não levantar suspeita de venda não declarada.
Como o limite e o DAS são atualizados periodicamente, confira sempre o valor vigente no Portal do Empreendedor antes de se planejar.
Passo a passo para abrir o MEI para vendas online
- Acesse sua conta gov.br e entre na área do MEI;
- Preencha seus dados pessoais e os do negócio;
- Escolha a atividade: o código amplo (4789-0/99) ou um específico do seu segmento;
- Conclua o cadastro e receba o CCMEI (Certificado da Condição de MEI), seu registro oficial;
- Pronto: já dá para emitir nota fiscal, abrir conta PJ e operar sua loja.
Obrigações do MEI depois de abrir seu CNPJ
Formalizar é o começo. Para manter tudo regular, fique de olho em três obrigações:
- DAS mensal: pague a guia todo mês, até o dia 20, mesmo nos meses sem venda;
- Declaração anual (DASN-SIMEI): obrigatória uma vez por ano, inclusive se o faturamento foi zero;
- Nota fiscal: a emissão é obrigatória nas vendas para empresas (pessoa jurídica). Para o consumidor pessoa física, hoje é opcional, mas vale emitir para organizar o faturamento.
Atenção ao que vem por aí: uma mudança recente (a Resolução CGSN nº 183/2025) passou a considerar, no cálculo do faturamento do MEI, os valores recebidos como pessoa física quando ligados à atividade do CNPJ. E, com a Reforma Tributária, a nota fiscal tende a se tornar obrigatória em todas as vendas a partir de 2027. Quem já organiza isso agora chega na frente.
O que acontece se você ultrapassar o limite de faturamento do MEI?
Crescer e passar dos R$81.000 é um bom problema, desde que você saiba o que fazer. Existem dois cenários:
- Até 20% acima (faturam até R$ 97.200,00): você continua como MEI até dezembro, paga um DAS complementar sobre o excedente e migra para Microempresa (ME) em janeiro do ano seguinte;
- Mais de 20% acima (acima de R$ 97.200,00): o desenquadramento é retroativo ao início do ano, com recálculo de impostos como ME, mais multa e juros.
Por isso, acompanhar o faturamento mês a mês é importante. Quando chegar perto do teto, planeje a transição com calma e, de preferência, com um contador.
Vale comentar que, por mais que o teto do MEI ainda seja de R$ 81.000,00, um projeto de lei para que ele aumente para R$ 130.000,00 está sendo discutido atualmente no congresso.
Depois de formalizar, é hora de colocar a loja para vender
Com o CNPJ na mão, o próximo passo é estruturar a operação. É aqui que ter uma loja virtual organizada faz diferença: ela dá credibilidade, funciona 24 horas e centraliza produtos, pagamentos e envios em um lugar só.
Na Loja Integrada, você cria sua loja grátis para começar a vender com o CNPJ recém-aberto. O recebimento fica resolvido com o Pagali (Pix, boleto e cartão no próprio checkout) e o frete com o Enviali (cotação e etiqueta no mesmo painel).
E a Komea, o copiloto de IA da plataforma, ajuda na parte que costuma travar quem está começando, gerando título e descrição de produto já otimizados para o Google. Você cuida do produto; a estrutura cuida do operacional.
Formalizar é o passo que destrava todo o resto
Escolher a atividade certa no MEI parece um detalhe burocrático, mas é o que abre as portas para emitir nota, vender com segurança e profissionalizar o negócio. Com o CNAE correto, o custo na ponta do lápis e as obrigações claras, você começa regularizado e livre para focar no que importa: vender.
Já está pronto para dar esse passo? Depois de abrir seu MEI, crie sua loja grátis na Loja Integrada e comece a vender com CNPJ, nota fiscal e tudo no lugar.